domingo, 21 de fevereiro de 2016

Secretário Ronaldo Macêdo faz desabafo.

CRONICAS CRUZETENSES – 01/16
O DESESPERO DE UM PARASITA

Os parasitas são seres vivos que, geralmente, vivem a sombra de outros seres e retiram de outros organismos os recursos necessários para a sua sobrevivência. Ou seja, é um tipo de vagabundo que não tem sucesso na vida e vive a sobra de outros seres vivos. Pois bem, aqui nesta pacata cidade vivem muito desses seres.
Eles são considerados agressores, pois prejudicam o organismo hospedeiro através do parasitismo.
O parasita pode viver muitos anos em seu hospedeiro sem lhe causar grandes malefícios, ou seja, sem prejudicar suas funções vitais.
Entretanto, alguns deles podem até levar o organismo à morte, neste caso, porém, o parasita sucumbirá junto com seu hospedeiro, uma vez que, era através dele, que ele se beneficiava unilateralmente.
Dentre as diferentes espécies de parasitas, existem os parasitas facultativos, que são assim chamados por não necessitarem unicamente de um hospedeiro para sobreviver.
Esta espécie é capaz de sobreviver tanto dentro (na forma parasita) quanto fora (vida livre) de outro organismo vivo. É o caso das larvas de moscas que podem desenvolver-se tanto em feridas necrosadas (como parasitas) ou em matéria orgânica em estado de decomposição (como larvas de vida livre).
Diante do quadro político atual que ora enfrentaremos, surge um novo tipo de parasita, aquele que vive a custa dos outros e espera uma teta para se alimentar. Futuramente, falando, podemos substituir a teta como o poder supremo da política de muitos que perderam o poder e esperam uma oportunidade para saborear os restos de um hospedeiro infectado de supremacia e sucesso.
É desta forma que comparo o desespero de uns pobres seres que, desesperadamente vivem regozijando nos fardos dos restos políticos de um tempo de fracasso e de perca profunda.
Pois bem, sou um funcionário bastante atuante, pois vivo a fiscalizar todos os dias a minha própria gestão, e ao perceber que alguns serviços prestados por terceiros (empresas) não estavam de acordo com a ética e a moralidade acordada nos processos licitatórios, é possível cobrar dos mesmos, juntamente com a gestão municipal, concertar seus próprios erros, tendo em vista que está em jogo o dinheiro público. Exigir dos responsáveis o conserto dos danos e erros daquilo que não estava dentro dos parâmetros acordados no processo.
Por isso que ficou acordada a correção do forro de duas salas de aulas da Escola Infantil Joaquim Lopes Pequeno. Isso se deu no período de recesso para não aferir a integridade e bem estar das crianças, do qual o tempo não foi suficiente para tal feito. Consequentemente, as aulas terão início com cinco dias após o início do ano letivo sem perca para os alunos, tendo em vista que as aulas serão contempladas com atividades posteriores.
Ai posso perguntar: Porque tenho que estar dando contemplação a parasitas? Ai eu respondo: Porque eles vivem e sobrevivem do sucesso dos outros, dos seres de sucesso, daqueles que transformaram o que era “normal” a um real esplendor de realidade.
A educação de Cruzeta, atualmente, incomoda a muita gente: salas de aulas todas em cerâmicas, forradas; as cinco salas de aula da creche do CMEI todas climatizadas, uma sala de brinquedoteca com mais de 25.000,00 em brinquedos, parque com brinquedos todos adaptados em plástico, sala de vídeo e sala de jogos na educação infantil, janelas em vidraças, pinturas internas e externas de todas as escolas, coberturas das áreas livres; todas as carteiras novas nas três escolas – CMEI, EMAAM, EMCAS, profissionais da educação qualificados e remunerados, etc.
Realmente, amigos parasitas, é de incomodar, é de doer, é de inflamar, é de fazer sofrer qualquer ser rastejante que vê o sucesso e finge, com seus olhos de víboras cegos e energúmenos estremecer.
Há dois dias, morreu Umberto Eco, escritor italiano e autor do grande e celebre romance “O Nome da Rosa”. Assistam parasitas e se sustentem de sabedoria. Onde ele diz: “O sucesso do opositor ofusca o fracasso dos opositores”. Grandes palavras deste grande ensaísta, escritor, filósofo e tantas outras qualidades.
É assim que trabalha o Secretário de Educação deste município, que foi empossado por mérito e não por troca de votos, um ser que vive livre sem medo do passado, do presente e do futuro e que, pra chegar aonde chegou só precisou de poucas coisas: leitura, estudo, pesquisa, discernimento, amigos, entender o outro e uma boa equipe. Não vivo recebendo apadrinhamento político e tão pouco vivo nas redes sociais me prestando a papeis ridículos, me comportando como seres desesperados a fim de conquistar migalhas de e usufruir o poder público em benefício próprio.
Sou funcionário público desde 1994 e, vai gestor, vem gestor e ficarei até o dia que Deus me permitir ou me aposentar. Não preciso babar, bajular, me rastejar, servir de tapete ou de maçaneta de porta pra político nenhum.
Ao contrário de alguns parasitas, estes vão ter que esperar os hospedeiros se afortunarem para poder se sobressair. O poder é bom, embevece a alma dos fracos, dos tolos, dos infortunados, dos fracassados e dos que vivem a sobra dos que tem e jogam as migalhas do pão amanhecido para aqueles que não sabem lutar pelo seu sucesso.
Assim são os parasitas: pobres seres que chupam o sangue dos que brilham e eles, coitados, ficam com os pequenos grãos que caem debaixo da mesa. Muitos merecem isso porque nunca vão deixar de serem, pequenos e reles – PARASITAS.

Ronaldo Macêdo