sábado, 16 de fevereiro de 2013

Marina admite "possibilidade" de se candidatar à Presidência da República em 2014


No lançamento da criação de seu novo partido, a ex-senadora Marina Silva disse neste sábado (16) que a sua candidatura à Presidência em 2014 ainda é uma "possibilidade".

Hoje, foi apresentado o partido Rede Sustentabilidade, que ainda precisa reunir mais de 500 mil assinaturas até setembro para ser oficializado.
Sergio Lima/Folhapress
Heloísa Helena e Marina Silva na apresentação de seu novo partido, em Brasília
Heloísa Helena e Marina Silva na apresentação de seu novo partido, em Brasília

Segundo Marina, sua candidatura presidencial ainda é uma "discussão". Na última eleição presidencial, ela registrou 20 milhões de votos.

"É uma possibilidade. mas, por enquanto, é apenas possibilidade", disse. A ex-senadora afirmou ainda que não tem a pretensão de repetir a disputa de 2010 porque "pode ser mais [votos], menos ou não".

Ela ainda afirmou que não refletiu se tentará concorrer ao Planalto caso a Rede não seja formalizado. "No momento, a Rede pode ser um instrumento para a política brasileira, mas, como somos uma rede, é possível que apareçam outras possibilidade", afirmou.

Marina disse ainda que não está "recrutando" parlamentares para formar uma ampla bancada no Congresso. "Ninguém está à caça de parlamentar, nem fazendo tudo para ter bancada. As pessoas virão por identidade programática, por coerência com as regras da Rede. Muitos dos nossos aliados continuarão em seus próprios partidos."

A ex-ministra do Meio Ambiente ainda fez questão de ressaltar que as conversas que manteve com parlamentares foram feitas a pedidos deles. "Todos com quem eu conversei pediram para conversar comigo."

Marina disse que a ideia da Rede é ser uma opção ao eleitor, acabando com a duelo entre duas forças políticas. "Nem direita, nem esquerda, estamos à frente", disse. "Estamos indo para o mundo do paradoxo".

Ela disse que a proposta do partido é "quebrar de fato o monopólio dos partidos na política. "Estamos num processo de desconstrução de que o partido tem monopólio da política, queremos quebrar isso. Os partidos não têm monopólio da política".

Um exemplo seria a proposta de oferecer até 30% do total de vagas nas eleições proporcionais para candidaturas cívicas independentes que serão oferecidas à sociedade para cidadãos não filiados e que não pretendam exercer vínculos partidários.

Três deputados federais e três vereadores foram anunciados como fundadores do partido ao lado de Marina.

A ex-senadora disse que não tem receio de que a legenda não seja formalizada. "Essa vida real nós dá esperança para colher assinaturas porque vamos colher essas assinaturas em rede".